Zuhair Murad apresentou sua nova coleção de Alta-Costura Outono Inverno 2025/2026 no dia 9 de julho, no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Em um cenário que evocava elegância atemporal, o estilista libanês transformou o espaço em uma ode ao glamour da Hollywood dos anos 30 e 40.

A coleção, intitulada “A Sheer Desire”, trouxe silhuetas marcantes inspiradas nas divas clássicas como Marlene Dietrich, Barbara Stanwyck e Rita Hayworth. Ao invés de narrar o ocaso trágico dessas estrelas, Murad escolheu reescrever seus destinos em tom de triunfo e liberdade. “Quis oferecer a elas uma fuga para um final reinventado, feito de escolha, ascensão e vitória”, explicou o criador. O resultado foram 49 looks que poderiam ter saído diretamente de uma cena icônica do cinema ou de um jantar lendário sob holofotes.

A modelo que abriu o desfile surgiu envolta em um longo casaco bordado com cabochões, evocando uma deusa hollywoodiana em pleno passeio noturno. A sequência revelou vestidos em veludo preto, minivestidos cravejados de pérolas, bustiês com estolas de pele sintética combinando. Cada peça parecia feita sob medida para uma estrela do passado ou para uma mulher de hoje que recusa o anonimato.

A coleção foi uma celebração da opulência. O estilista não economizou em dourados, bordados e cristais, exibindo seu domínio absoluto do artesanato de luxo e exaltando a teatralidade exuberante da moda dos anos 30. Ombros marcados, cinturas esculpidas e tecidos esvoaçantes formaram composições quase cinematográficas.

Ao final, vestidos brancos cobertos por cristais e lantejoulas encerraram o desfile com brilho absoluto, como se Murad tivesse, por instantes, reescrito a história dessas musas esquecidas, oferecendo-lhes o final luminoso que mereciam.

Ao escolher o Musée des Arts Décoratifs, Zuhair Murad reafirmou a alta-costura como forma de arte. Muito mais do que vestidos, ele apresentou narrativas visuais onde cada peça conta uma história de desejo, poder e beleza lapidada com precisão. Uma noite inesquecível na Semana da Alta-Costura de Paris.

Zuhair Murad é um dos nomes mais emblemáticos da alta-costura contemporânea. Nascido no Líbano, na cidade histórica de Baalbek, o estilista descobriu sua paixão pela moda ainda na infância, desenhando vestidos e sonhando com as grandes passarelas de Paris. Após estudar moda na capital francesa, fundou sua maison em Beirute em 1997, antes de conquistar o cenário internacional.

A estética de Murad é marcada pela opulência, pelo domínio absoluto do bordado artesanal e por uma visão de feminilidade que combina força e sedução. Cada criação carrega a alma do Oriente com a sofisticação do Ocidente, traduzida em peças meticulosamente bordadas, construídas para celebrar o corpo feminino em sua plenitude.

Desde sua estreia no calendário oficial da Haute Couture em Paris, @zuhairmuradofficial tornou-se presença constante nas semanas de moda e nos tapetes vermelhos do mundo todo. Sua maison representa hoje uma das expressões mais reconhecíveis do luxo feito à mão, onde tradição, drama e romantismo convivem com uma técnica impecável.

Zuhair Murad oferece experiências visuais e emocionais. Seu trabalho eleva a alta-costura à condição de arte, preservando o savoir-faire clássico ao mesmo tempo em que dialoga com a sensualidade moderna.

Imagens dessa matéria via: Fashionnetwork

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