A Fundação Beyeler é o primeiro museu na Suíça a dedicar uma retrospectiva à renomada artista japonesa Yayoi Kusama (*1929, Matsumoto). Organizada em estreita colaboração com a artista e seu estúdio, a exposição oferece uma visão completa da carreira de mais de sete décadas de Kusama. Além de algumas de suas obras mais icônicas, a mostra apresenta trabalhos inéditos na Europa, bem como novas produções e uma das celebradas Infinity Mirror Rooms da artista.

Yayoi Kusama, uma das superestrelas da arte contemporânea, alcançou status cult com sua exploração de padrões e estruturas repetitivas, notadamente suas características bolinhas e salas de espelho, que transportam os espectadores para mundos que parecem se expandir sem limites.

A exposição destaca a riqueza de mídias artísticas com as quais Kusama trabalhou ao longo dos anos, entre elas pintura, escultura, instalações, desenho, colagem, happenings, performances ao vivo, moda e literatura.

Essa mostra extraordinária é organizada em conjunto pela Fundação Beyeler com o Museu Ludwig em Colônia (14 de março de 2026 – 2 de agosto de 2026) e o Museu Stedelijk em Amsterdã (11 de setembro de 2026 – 17 de janeiro de 2027).

Em cartaz em Riehen (BS) até 25 de janeiro de 2027, a mostra celebra a criadora que, aos 96 anos, é referência absoluta da arte contemporânea. O projeto reforça o fascínio de Kusama pelo “universo do infinito”, feito de poás incontáveis e jogos de espelhos.O resultado é uma experiência imersiva que dialoga com um público exigente e atento à excelência.

Organizada em estreita colaboração com a artista e seu estúdio, a exposição traça uma visão completa de mais de sete décadas de produção.Ao lado de obras icônicas, o percurso inclui trabalhos inéditos na Europa e novas produções.
Uma das célebres Infinity Mirror Rooms integra o conjunto, expandindo a percepção do espaço. Trata-se de uma leitura abrangente e fiel do vocabulário visual que tornou Kusama uma superstar.

Padrões e estruturas repetitivas estão no cerne de sua pesquisa, com destaque para as bolinhas e as salas de espelho. Em Kusama, esses motivos encarnam o princípio do infinito e parecem multiplicar o mundo ao nosso redor sem limites.

O ritmo hipnótico de repetição

A linguagem também inclui filets e tramas que cobrem formas orgânicas.
O espectador é convocado a habitar esse ritmo hipnótico de repetição e expansão.

Entre os emblemas de sua obra, a abóbora aparece em esculturas e pinturas cobertas de poás pretos. O motivo tornou-se o símbolo mais popular da artista, verdadeiro ícone da arte contemporânea.


No diálogo com a moda, Kusama concebeu para a Louis Vuitton bolsas em forma de abóbora, o “Pumpkin Bag”.Sua presença evidencia como a criação de Kusama transborda o circuito estritamente museológico.

A retrospectiva retorna aos primórdios: em 1939, aos 10 anos, Kusama retratou a mãe já com o motivo dos poás. Relembra também a fase polêmica dos anos 1960 em Nova York. Nesse período, a artista aplicou protuberâncias fálicas em manequins de vitrine, sapatos de salto agulha e poltronas. O gesto expande seu repertório e confronta códigos de corpo e desejo.

Suas grandes instalações propõem percursos por emaranhados de raízes e “vermes” gigantes. As formas orgânicas dominam a cena até a beira da abstração.

O visitante atravessa escalas, texturas e ritmos que tensionam o olhar.
Cada sala reafirma a potência de um método repetitivo que nunca se esgota.

No total, são cerca de 300 obras, um recorde para uma exposição em Riehen.
Metade do acervo em exibição é emprestada por coleções japonesas. A montagem evidencia a extensão e a consistência dessa trajetória.É um panorama generoso, de densidade rara, dedicado a uma artista central do nosso tempo.

Kusama, um verdadeiro ícone da arte contemporânea

A mostra ressalta ainda a riqueza de mídias com as quais Kusama trabalhou ao longo dos anos. Pintura, escultura, instalações, desenho e colagem convivem com happenings e performances ao vivo. A artista também transita por moda e literatura, ampliando sua linguagem para além das artes visuais. Essa diversidade confirma o alcance cultural de sua obra. No mercado, suas obras alcançam cifras milionárias em leilões internacionais.
Realmente Kusama é uma lenda viva e um verdadeiro ícone da arte contemporânea.

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