Sabe aquele tecido que nunca saí de moda? Sim, sim, estamos falando do jeans, aquele tecido que tem o privilégio de ser atemporal e fazer parte da lista das escolhas principais em qualquer guarda-roupa.

Vamos falar do jeans além das suas tendências que vão desde a calça giletada (aquela rasgadinha), passando pelas diferentes lavagens estilosas na mesma peça, o corset em jeanswear que acintura até a lavagem sustentável.

O jeans possui muita história para contar!

A palavra jeans vem de Gênes, nome francês para Gênova, em referência às calças de trabalho resistentes usadas pelos marinheiros dessa região da Itália. Jeans também é conhecido como denim, pois ambos se referem ao mesmo tecido de algodão de trama sarja, com estrias na diagonal. Sendo que Denim é uma abreviação de serge de Nimes (sarja de Nimes), referente à cidade francesa onde nasceu.

A história dos jeans começou na França, em Nimes, onde foi fabricado pela primeira vez em 1792. Por ser um tecido forte e durável, sem necessitar de grandes cuidados, começou a ser utilizado em roupas para trabalhos no campo e muitos anos depois chegou aos Estados Unidos durante a Corrida do Ouro na Califórnia, 1853.

O jeans conquistou os trabalhadores das minas de ouro quando um jovem alemão chamado Levi Strauss, que tinha começado a vender lona para as carroças dos mineiros percebeu que a roupa deles sofria muito desgaste, então pegou algumas dessas lonas e passou a vender calças feitas com elas. De cor marrom, essas calças rapidamente se tornaram um sucesso, mas existia uma queixa recorrente: o tecido era pouco flexível.

Foi a partir dessa queixa que o criativo Levi Strauss resolveu procurar na Europa um tecido que fosse ao mesmo tempo resistente, durável, flexível e confortável. Então encontrou o “tecido de Nimes”.

Em 1873, sob a patente de número de 139.121, Levi Strauss e seu sócio Jacob Davis inauguraram a época do jeans nos Estados Unidos.

O primeiro lote de calças de Levi Strauss tinha como código o número 501, que acabou por se tornar o modelo mais famoso e clássico.

Em 1860 foram acrescentados os botões de metal. Uma das grandes inovações de Davis foi fixar pequenos pedaços de metal nas bordas dos bolsos das calças, o que os tornava mais firmes e seguros para guardar as ferramentas dos mineiros.

Em 1886 surgiu a etiqueta de couro no cós das calças, para reforçar sua procedência. Mas a cor azul índigo, como nós conhecemos só começou a ser utilizada em 1890 quando Levi Strauss decidiu tingir as peças com o corante de uma planta chamada Indigus.

E em 1910 a calça ganhou os dois bolsos traseiros e o zíper. Os anos se passaram e em 1950 o jeans explodiu na moda por “culpa” do rebelde sem causa James Dean, que passou a adotar as calças jeans em seu dia a dia.

Você sabia que as calças jeans só se tornaram populares no universo feminino na década de 60? Antes da Segunda Guerra Mundial, aliás, elas só podiam ser usadas por homens e as mulheres que contrariavam a lei e usavam jeans eram consideradas transgressoras dos bons costumes e discriminadas pela sociedade.

Que incrível que até isso tenha acontecido na história do jeans! Mas as coisas foram mudando muito e chegaram os novos tempos para o blue jeans.

Na década de 70, a calça jeans boca de sino que descia ajustada na coxa e se abria abaixo do joelho viralizou. Nessa época os jeans detonados, rasgados e manchados foram também considerados uma forte tendência.

A Calvin Klein lançou sua linha jeans em 1978, foi a primeira marca de luxo no mundo a introduzir o denim em suas coleções. Em 1980, Brooke Shields estrelou a picante campanha em que dizia: “Você quer saber o que há entre mim e minha Calvin? Nada”…

E de lá pra cá entra ano e saí ano, vem tendência e vai tendência, mas o nosso bom e velho jeans continua firme e forte nas passarelas. Um brinde ao tecido mais amado e atemporal do mundo!

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Val Dantas

Criadora de Conteúdo e Designer de Interiores, apaixonada por moda, inspirando mulheres de 50+ a acreditar mais em si mesmas. Meu instagram @val_dantas_oficial

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