A convite da maison Chanel participei de um workshop de imersão sobre a mais nova linha de beleza sustentável da Chanel Beauty. No espaço Vip do Le Bon Marché fui recebida com um pequeno grupo seleto para um coquetel seguido dessa experiência de imersão olfativa no universo da linha Chanel Nº1.

A história, como tantas outras da Chanel, começa com a flor camélia – desta vez, a vermelha, esse código incontornável da maison, esta linha tem raízes que remontam há cerca de um século, desde que Mademoiselle Gabrielle Chanel lançou o Nº5, um motivo para que se especializasse ao longo dos anos no cultivo de flores e descobrindo, mais e mais, as suas propriedades, não somente as olfativas mas também as cosméticas. No caso das camélias vermelhas, a flor é cultivada num dos quatro laboratórios a céu aberto da maison Chanel, utilizando práticas de agricultura que respeitam o meio ambiente (essa filosofia não é nova para a maison), sem recurso de produtos químicos, e explorando técnicas experimentais de cultivo baseadas na agro-ecologia que ajudam a preservar as qualidades naturais das plantas, ao mesmo tempo que enriquecem o solo e fortalecem o ecossistema tanto quanto a resistência da planta.

Do cultivo ao rótulo de “conversão de cultivo orgânico”, uma certificação ambiental de nível três ou o High Environmental Value (HVE) – certificação concedida pelo Ministério da Agricultura e Alimentação. Para entender são três níveis, fatores como a conservação da biodiversidade, a estratégia de proteção da plantação, a gestão do fertilizante e da água, sendo que o nível três é o estádio de topo.

A camélia vermelha – a variedade Czar da Camellia japônica – é a protagonista da nova gama: as suas pétalas possuem uma concentração de ácido, poderosa molécula, nunca antes vista nas pétalas de outras camélias analisadas pelos cientistas da Chanel, incrementando proteção de vitalidade da pele, atuando ao nível dos primeiros sinais de envelhecimento. Foi ainda descoberto durante as pesquisas de uma década, um mecanismo chave ligado à vitalidade celular, intitulado senescência – isto é, o envelhecimento da pele -, que é acelerado por agressores internos e externos, como o stress, a poluição, radiação ultravioleta, responsáveis pela degradação cutânea, entre outros. O poder das propriedades da camélia vermelha, naturalmente rica em antioxidantes, atua para prevenir esta disfunção, protegendo a vitalidade cutânea e visivelmente saudável por mais tempo.

A marca, incorpora recursos de baixo impacto e eco conscientes na criação desta linha de cuidados do rosto adequada aos nossos tempos, totalmente feita pensando nas exigências atuais, não só da nossa pele e defesa das agressões externas, mas também as preocupações com o nosso planeta.

GAUJACQ, UM LOCAL DE EXPLORAÇÃO

Em 1998, CHANEL instalou o seu laboratório ao ar livre em Gaujacq, no sudoeste da França, dedicado exclusivamente à investigação, pesquisas e estudos de uma grande variedade de camélias de todo o mundo.

Este laboratório ao ar livre da maison CHANEL em Gaujacq tem 40 hectares e é um lugar gerido em agroecologia e agro florestação, que preserva a biodiversidade local.

Gaujacq é uma verdadeira incubadora de inovação, onde as pesquisas analisam não somente as variedades de camélias de todo o mundo, mas também desenvolvem numerosos derivados como: óleo, cera e outros componentes.  A camélia vermelha tem a particularidade de florir no inverno e os pesquisadores descobriram o seu papel excepcional na senescência, o mecanismo do envelhecimento da pele, um estudo revolucionário.

Fiel à filosofia de respeito ao ambiente que vem acompanhando, as novas fórmulas da maison para esta linha Nº1 de Chanel privilegiam ingredientes de origem natural provenientes de fontes não só renováveis, mas também de baixo impacto ambiental e alta aeficácia do produto. No caminho eco consciente também estão as embalagens: o packaging da linha-estrela de cosmética deste ano da Chanel, que inclui skincare, maquiagem e uma água de colónia, foi pensado para não pesar na consciência – literalmente. Sem comprometer a qualidade das embalagens, o peso dos frascos foi reduzido, consequência de um novo design, e valorizou-se o recurso de materiais recicláveis como o vidro em detrimento do plástico, bem como foi introduzida a opção de refil, para diminuir desperdício. A atenção às origens das matérias primas foi levada em conta e a Chanel preferiu fornecedores com materiais de origem certificada.

“JARDINS, JARDIN”: O JARDIM EFÊMERO N°1 DE CHANEL EM PARIS

Em 2020, a maison Chanel fez uma linda exposição no “Jardin des Plantes” para dar vida à “La beauté se cultive”. A essência desta exposição efêmera foi revelar os segredos das plantas utilizadas na elaboração dos cremes da Chanel Beauty. Um passeio bucólico encantador, uma mistura perfeita de luxo e ciência botânica.

Nesta semana a partir do dia 9 de junho, o “Jardin N°1 de CHANEL” revelará seus tesouros durante o festival “Jardins Jardin”. Um verdadeiro laboratório ao ar livre bem no coração de Paris. Os amantes das flores descobrirão as muitas virtudes das camélias.

Estes tesouros escondidos estão no coração dessa magnífica linha de beleza N°1 de CHANEL. Através de uma imersiva visita guiada, os fãs do luxo e da beleza descobrirão 2 estufas. Na primeira, a estética da camélia, a flor favorita da Coco Chanel será destacada. No segundo, serão exploradas as propriedades do óleo de camélia, água de camélia e cera de camélia. A maison Chanel convida você para o mais florido dos passeios. Uma viagem numa experiência olfativa de beleza está reservada…

Le Jardin N°1 de Chanel – De 9 a 12 junho de 2022 no « Jardin des Tuileries » em Paris

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Dani Maia

Fundadora do DMHLuxury Consulting Paris, Business Experiences: Fashion | Beauty | Lifestyle| Travel (França) e sócia- fundadora do “Tour Art de La Table” em Paris. Meu instagram @dmhluxury

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