Maison Roger Vivier é um dos nomes mais emblemáticos da elegância francesa. Fundada em 1937 pelo mestre artesão Roger Vivier, a maison construiu sua reputação ao transformar o sapato em uma verdadeira obra de arte. Suas criações delicadas e esculturais adornaram os pés da rainha Elizabeth II em sua coroação, de Catherine Deneuve em Belle de Jour e de atrizes lendárias como Marlene Dietrich e Brigitte Bardot. Cada par reflete o espírito de uma época, unindo técnica, poesia e feminilidade.

Durante a Paris Fashion Week, a marca inaugurou sua nova Maison Roger Vivier em Paris, um espaço que traduz a harmonia entre herança e modernidade.

No número 98 da rue de l’Université, a Maison Roger Vivier se revela como um verdadeiro teatro de memória e invenção, reinstalando o espírito de seu fundador na margem esquerda de Paris. Por trás da fachada de um hotel particulier do século XVIII, restaurado com extremo cuidado, cada salão conta um capítulo da história da maison. O Salon de l’Héritage, idealizado por Inès de La Fressange, celebra os grandes ícones da moda por meio de peças de arquivo e diálogos de design, enquanto o Salon Vivier revela a intimidade e o olhar estético de um verdadeiro amante da arte e da beleza.

O endereço apresenta também os ateliês de criação, o showroom e um espaço singular localizado em seu subsolo: a cave, inteiramente dedicada à preservação e à celebração da memória da marca. Essa cave, chamada Salle des Archives, é o coração histórico da maison. Suas paredes em pedra e sua atmosfera silenciosa guardam um acervo precioso de mais de mil peças, entre sapatos icônicos, croquis originais, colagens, correspondências e fotografias que retratam a evolução do estilo Roger Vivier ao longo das décadas.

Entre os tesouros ali conservados estão o protótipo criado em 1962 para a princesa Soraya, documentos referentes aos sapatos usados por Elizabeth II em sua coroação e versões originais do modelo Belle Vivier, concebido em 1965 para a coleção Mondrian de Yves Saint Laurent. Cada item é preservado com o mesmo rigor de um museu, em condições controladas de temperatura e umidade, reafirmando o valor patrimonial do savoir faire francês.

Sob a direção criativa de Gherardo Felloni, a Maison Roger Vivier entra em um novo capítulo. Felloni traz uma visão leve e contemporânea, reinterpretando os códigos de Vivier com frescor e delicadeza. Sua abordagem mantém viva a herança da casa, transformando o arquivo histórico em fonte constante de inspiração e criação.

Mais do que uma boutique, a nova Maison Roger Vivier é uma experiência. Um espaço onde o passado e o presente dialogam em harmonia, convidando o visitante a percorrer os salões luminosos e depois descer até a cave, onde repousam o tempo, a memória e a alma de uma das mais poéticas maisons

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